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Maquiné, Rio Grande do Sul, Brazil
Bióloga CRBio 75501/03 | Consultora Ambiental
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AREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE


O que são Áreas de Preservação Permanente (APPs)?

 As Áreas de Preservação Permanente (APPs) são definidas como áreas protegidas pela legislação brasileira, destinadas a conservar a biodiversidade, proteger recursos hídricos, paisagens naturais e assegurar o bem-estar das populações humanas. A Lei Federal n.º 12.651/2012, conhecida como Código Florestal, estabelece as diretrizes e as normas para a proteção das APPs em todo o território nacional.

Segundo a legislação, as APPs são áreas situadas ao longo de cursos d'água, nascentes, encostas com declividade superior a 45 graus, topo de morros, restingas, manguezais e áreas de altitude elevada, dentre outras. Essas áreas têm a função de proteger a qualidade e a quantidade de água, assegurar a estabilidade geológica do solo e a conservação da biodiversidade.


Os limites das APPs são estabelecidos pela largura mínima das faixas de proteção, que podem variar de acordo com o tamanho do corpo d'água e a declividade do terreno. Por exemplo, para rios com menos de 10 metros de largura, a faixa de proteção é de 30 metros a partir da margem; para rios com mais de 600 metros de largura, a faixa de proteção é de 500 metros a partir da margem.
 Além dos cursos d'água e das nascentes, as APPs também incluem as encostas com declividade superior a 45 graus e o topo de morros, áreas que são fundamentais para a proteção da biodiversidade e a manutenção dos recursos hídricos. Nessas áreas, é proibido o corte raso de vegetação nativa e qualquer tipo de atividade que possa comprometer a sua função ecológica. As restingas e os manguezais são ecossistemas costeiros que possuem uma grande importância ambiental. 
As restingas, por sua vez,  são formações vegetais que se desenvolvem em solos arenosos próximos ao mar, enquanto os manguezais são florestas de árvores adaptadas às condições de salinidade dos estuários. Tanto as restingas quanto os manguezais desempenham um papel fundamental na proteção da costa, na conservação da biodiversidade e na manutenção da qualidade da água.








A Lei Federal n.º 12651/2012 estabelece que a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em APPs somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas na Lei, listando no Art. 3º, incisos VIII, IX e X quais são estas hipóteses. Dentre elas, está a construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e tradicionais em áreas rurais, onde o abastecimento de água se dê pelo esforço próprio dos moradores. 
Nas APPs, ainda, é autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. Para os efeitos da lei Federal n.º 12651/2012 área rural consolidada configura imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio.


A proteção das áreas de preservação permanente é fundamental para a conservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços ecossistêmicos que essas áreas prestam e é dever do proprietário preservá-la e/ou restaurá-la.

Precisa de consultoria e assessoria técnica referente a Áreas de Preservação Permanente em sua propriedade? Entre em contato.

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CINEMATECA - "Home - nosso Planeta, nossa casa"



"HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA"

"Durante bilhões de anos, nosso Planeta passou por um lento processo de evolução, vivenciando diversas eras, que contribuíram para a formação do ecossistema que conhecemos hoje. Em poucas décadas, no entanto, a humanidade tem perturbado o equilíbrio de mais de 4 bilhões de anos de evolução da Terra e seu futuro está em risco. O preço a pagar é alto, mas é tarde demais para sermos pessimista: temos apenas dez anos para fazer da humanidade consciente de sua espoliação das riquezas da Terra e mudar seus padrões de consumo.

Elaborado a partir de imagens do céu de mais de 50 países (inclusive o Brasil), Yann Arthus-Bertrand compartilha as maravilhas do mundo, seus receios e esperanças, num filme que lança a primeira pedra do edifício que, todos juntos, teremos de reconstruir".

FICHA TÉCNICA

Diretor: Yann Arthus-Bertrand
Produtor: Denis Carot e Luc Besson
Música Original: Armand Amar
© 2009 - EuropaCorp - Elzevir FILMES


Acesse o filme
Português AQUI
Legendado AQUI

Assista ao trailer




Saiba mais:


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JARDIM EM ESPIRAL



POR BENET E SAIDA DALMAU, ANNA JULIBERT, E CARMEN VILAR - IIDA AWARDS, 2010

          Na Espanha, é vencedora de prêmios de sustentabilidade. A estrutura de malha de luz é um espaço verde em espiral, que fornece um espaço para a jardinagem urbana. Ela incentiva a interação social entre vizinhos e também serve como um lugar para trancar a sua bicicleta! Os designers dizem que querem construir uma cidade ecológica nova, onde o ambiente é considerado
como uma parte importante da vida cotidiana. “Com o sistema propomos um público sustentável, um lugar como um coração verde, de fácil manutenção e auto-suficiente, criado por uma população conjunta, que vai estimular a interação social entre os vizinhos. A luz da estrutura espiral é protegida por transparentes e sugestivos motivos de malha. O projeto incentiva a cidade para criar um intercâmbio sustentável e espaços diferenciados. Essa espiral ascendente contém um jardim onde a vegetação nativa pode coexistir com pomares urbanos, compartilhados e plantados pelos vizinhos, com fácil manutenção e servindo, também, como um passeio verde ao ‘ar livre’. O sistema de jardim em espiral aumenta a interação social entre as pessoas, oferece um local para a troca de produtos naturais e se torna um caminho para os moradores locais das cidades se envolverem a vizinhança. Em suma, propomos um projeto ecológico, de mudança sustentável para a vida diária da cidade, onde os seres humanos e a natureza possam coexistir. "

in the park



(left) project sketch and render

(right) bird's eye view and dimension


components


rendering of the interior




in a city context


Fonte: Dsignboon

ESPIRAL DA VIDA

A VIDA ATRAVÉS DO TEMPO GEOLÓGICO

Para ver os detalhes da imagem com lupa, clique AQUI

     Desenho do Serviço Geológico dos Estados Unidos (domínio público), mostrando a história da vida através do tempo geológico. Este diagrama começa com a formação da Terra, há quatro bilhões e meio de anos atrás (mostrado como o pequeno ponto no canto inferior esquerdo) e continua até a vasta extensão de tempo pré-cambriano, antes de chegar ao período Cambriano, que marcou o início da Era Fanerozóica e o surgimento da vida complexa. Movendo no sentido horário, através de uma sucessão de tipos de invertebrados no mar, podemos seguir a conquista da terra, o surgimento de insetos e répteis, e o domínio dos dinossauros na terra e répteis marinhos no mar. Com a extinção da megafauna Mesozóica, há uma sucessão de mamíferos primitivos e, em seguida, os seres humanos, finalmente a era paleolítica e as cidades modernas (esses detalhes só são visíveis na imagem grande).

Fonte: Palaeos Overview